domingo, 17 de maio de 2009

NOTÍCIAS DO PARAGUAI

 (Enviadas pelo nosso repórter especial Pita Fa, morador da região fronteiriça)

    

Notícias recém chegadas do Paraguai informam:

1) Foi alterado o serviço de atendimento telefônico do palácio presidencial.

A mensagem agora diz: - "Obrigado por ligar para o gabinete da Presidência. Para falar com a recepção, tecle 1; para solicitar reconhecimento de paternidade, tecle 2 (..), para falar com a assessoria jurídica, o telefone não funciona".

2) O grupo Ab Ovo, de Assunción, informa que estreará em 1º de maio no Teatro Nacional o musical: "Os niños cantores de Lugo". A peça conta com um grupo de 6 cantores mas espera até o final da temporada contar com um coral completo.


3) Mulher do milagre de Villarica diz que não engravidou com uma Ave Maria. - Foi com um Padre Nosso - disse ela

4) Porta voz do governo informa que a partir de hoje os pronunciamentos presidenciais à nação começarão com a frase: "Meus filhos e minhas filhas."        


5) Atualizadas as regras do xadrez no Paraguai: agora o bispo pode comer todas.


6) Lugo diz que se for o escolhido pelo próximo Concilio adotará o nome de "Papa Tudo".           

 

O Menino 666 atrapalha show da Calypso

Dança do menino pantaneiro: Paixão do lado esquerdo!

sábado, 16 de maio de 2009

Pepsi: Rising commercial

Alborghetii

Idolos - Os melhores dos piores - parte I

Bruno Mazzeo - Alexandre Focker

Bruno Mazzeo - stand-up comedy (Programa do Jô 13/04/09)

Programa do Jo - Deznecessários 15/05/2009

Beatbox Girl

Como viver mais COM BOA SAÚDE




ENTREVISTA DA VEJA COM CIRURGIÃO CARDÍACO TURCO e CIDADÃO AMERICANO DR. MEHMET OZ -

São Paulo - 04.12.2007

A especialidade do cirurgião cardíaco turco e cidadão americano Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros de sucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares. Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel.

Nos dois casos, dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde.

Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu à VEJA.

BREVE BIOGRAFIA DO DR.OZ

Dr.Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é casado e pai de quatro filhos.
Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.
Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller.Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen .

Entrevista

Veja - Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?...
Oz - Sim. Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. "Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde". Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.

Veja - O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?...
Oz - Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil),trata exatamente desse tema!

Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial! Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do Tai Chi Chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação.
Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos.
Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.

Veja - Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?...
Oz - Deve-se comer de três em três horas.

Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas, intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.

Veja - O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?...
Oz - Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias.

Uma pequena tem, no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.

Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?...
Oz - Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: "gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida". Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes.

Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal.

O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.

Veja - O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?...
Oz - A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada.

Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado. Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%.
Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício.
Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo.
Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.

Veja - Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?...
Oz - A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude.
Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de Yoga ou Tai Chi Chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente.
Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. "Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio".

Veja - Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?...
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito.

O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante...
Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio.
Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.

Veja - O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram moda a cada seis meses?...
Oz - Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia.
Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar.
Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.

Veja - Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?...
Oz - Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.

Veja - O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve beber exatamente?...
Oz - Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água.

Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde.
Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde.
Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.

Veja - Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada. Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?...
Oz - Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios.
Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro.

Veja - O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?...
Oz - Essas recomendações visam à Saúde Cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios.
Mas, os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor.
Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.

Veja - Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos científicos.

O que o senhor acha deles?...
Oz - Eles são eficazes, mas "prometem mais do que cumprem".
Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões.
De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade.
Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco.
"A vitamina D é importantíssima", pois previne câncer e osteoporose
.
Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.

Veja - Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o senhor faz para adiar o envelhecimento?...
Oz - Minha receita principal de juventude é "brincar com meus Filhos"!
Também procuro descobrir coisas novas todos os dias.
Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.

Veja - Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?...
Oz - Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras.
O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica.
Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação "deixar de fumar e caminhar".
Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados.

Veja - Você esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?...
Oz - Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina.

Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy.
Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional.
Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo.
É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes.
Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para gravar um programa.
Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.

Dica de : Daniel Caixão
http://danielcaixao.multiply.com

"aMoR e aRTe PoR ToDa PaRTe!"

[BBC] Inside Microsoft's 'Future Home'

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Entevista para Backstage nas bancas !!

No nº174 da revista Backstage, você confere uma longa entrevista comigo onde falo sobre toda a minha carreira.

Aproveito para agradecer à excelente jornalista Danielle Kiffer pelo seu ótimo trabalho e à revista pelo convite.

http://www.backstage.com.br

quinta-feira, 7 de maio de 2009

AGRADECIMENTO - vale a pena!

É APENAS UMA LEMBRANÇA, POIS, COM A CORRERIA DO DIA-A-DIA, ÀS VEZES ESQUECEMOS DE AGRADECER O QUE TEMOS E CONQUISTAMOS DURANTE A VIDA.


Sou grato...

À minha mulher,
por dizer que teremos cachorro-quente ao jantar,
porque ela está em casa comigo e não com algum outro não sei onde!



AO MEU MARIDO,

esparramado no sofa como um purê de batata,
porque ele está comigo e não em algum boteco...


À ADOLESCENTE LÁ DE CASA,

que está reclamando por ter que lavar a louça,
porque isso significa que está em casa, e não nas ruas....


PELAS BRONCAS DO CHEFE,
POIS ISTO SIGNIFICA QUE ESTOU EMPREGADO...
.


PELA BAGUNÇA QUE RESTOU DEPOIS DA FESTA

PORQUE ISTO SIGNIFICA QUE ESTIVE RODEADO DE AMIGOS...

PELAS ROUPAS QUE ESTÃO FICANDO APERTADAS,

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO MAIS QUE O SUFICIENTE PARA COMER...




PELA MINHA SOMBRA QUE ME OBSERVA EM AÇÃO
PORQUE ISSO
SIGNIFICA QUE ESTOU FORA, AO SOL...



PELA GRAMA QUE PRECISA SER CORTADA,
PELAS JANELAS QUE PRECISAM SER LIMPAS
E PELAS CALHAS QUE PRECISO CONSERTAR,

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO UMA CASA...


POR TODAS AS QUEIXAS QUE OUÇO CONTRA O GOVERNO

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TEMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO...



PELA VAGA QUE ACHEI BEM NO FINAL DO ESTACIONAMENTO

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE POSSO CAMINHAR E QUE TENHO MEIO DE TRANSPORTE...


PELA CONTA MONSTRUOSA DE ENERGIA QUE PAGO

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE ESTOU SEMPRE CONFORTÁVEL...


PELA SENHORA DESAFINADA QUE CANTA ATRÁS DE MIM NA IGREJA
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE POSSO OUVIR...



PELA PILHA DE ROUPAS PARA LAVAR E PASSAR

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO ROUPA PARA VESTIR...



PELO CANSAÇO E MÚSCULOS DOLORIDOS AO FINAL DO DIA
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE FUI CAPAZ DE DAR DURO O DIA INTEIRO...



PELO ALARME QUE DESLIGO PELA MANHÃ !

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE CONTINUO VIVO...

E SOU GRATO PELOS ALOPRADOS QUE SÃO MEUS COLEGAS DE TRABALHO,
PORQUE TORNAM O TRABALHO INTERESSANTE E DIVERTIDO...

E, FINALMENTE, POR RECEBER E-MAILS DEMAIS,

pois isso significa que um monte de amigos pensa em mim!!!

MANDE ISTO PARA QUEM VOCÊ GOSTA, COMO EU FIZ!


Viva bem, ria sempre e ame com todo o seu coração!



Enviado por Luciana Veira

  

domingo, 3 de maio de 2009

Os 20 clipes mais sensuais

ARANHA VIRTUAL

 

VOCÊ QUASE ACABARÁ CRENDO QUE ELA ESTÁ VIVA MESMO...

Clique e arraste a aranha com seu mouse, por uma perna de cada vez ou pelo corpo....

Também puxe uma das pernas e arraste pela tela .... e me diga se ela não está viva!!!

Em qualquer lugar no mapa clique a tecla de espaço enquanto passeia o mouse pelo mapa, isto fará com que insetos vão aparecendo e a aranha venha comê-los....

Quem inventou isto é fora de série mesmo....

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Renomeando os cargos

Você acha que não te contratam em uma grande empresa pq seu currículo é muito 'fraquinho'?

É muito simples, basta fazer algumas substituições no nome de sua profissão!

A seguir, algumas dicas para você dar um plus no seu curriculum, apenas falando de seus empregos anteriores:


 
* Especialista em Marketing Impresso (boy da xerox )

* Supervisor Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde (faxineiro)

* Oficial Coordenador de Movimentação Interna (porteiro)

* Oficial Coordenador de Movimentação Noturna (vigia)

* Distribuidor de Recursos Humanos (motorista de ônibus)

* Distribuidor de Recursos Humanos VIP (motorista de táxi)

* Distribuidor Interno de Recursos Humanos (Ascensorista)

* Diretora de Fluxos e Saneamento de Áreas (a tia que limpa o

banheiro)

* Especialista em Logística de Energia Combustível (frentista)

* Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (peão de obra)

* Segundo Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (coitado ....)

* Especialista em Logística de Documentos (office-boy)

* Especialista Avançado em Logística de Documentos (motoboy)

* Consultor de Assuntos Gerais e Não Específicos (vidente)

* Técnico de Marketing Direcionado (distribuidor de santinho nas esquinas)

* Especialista em Logística de Alimentos (garçom)

* Coordenador de Fluxo de Artigos Esportivos (gandula)

* Distribuidor de Produtos Alternativos de Alta Rotatividade (camelô)

* Técnico Saneador de Vias Publicas (gari)

* Especialista em Entretenimento Masculino (p...)

* Especialista em Entretenimento Masculino Sênior (p... de luxo)

* Dublê de Especialista em Entretenimento Masculino (travesti)

* Supervisor dos Serviços de Entretenimento Masculino (cafetão)

* Técnico em Redistribuição de Renda (ladrão ou político)

 

Adagio in G minor by Albinoni

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dominio Publico

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
 
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis   Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
 
Esse lugar existe!
  O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br
 
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
 
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CURRICULO PRESIDENCIAL

 

DESABAFO DE Luiz Carlos Prates CONTRA A POLÍTICA E SEUS GASTOS ABSURDOS

 

O comentarista Luiz Carlos Prates, da RBS de Santa Catarina, afiliada da Rede Globo, chutou o balde contra os políticos, na edição do dia 20. O vídeo, que circula na internet, vale a pena ser visto e revisto. Momento raro de liberdade de expressão!!!

Clik abaixo para ver:

   http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=59705&channel=47

 

 


Se roubarem seu telef.celular, sacaneie o ladrão .

A DICA É MUITO INTERESSANTE, ATÉ PORQUE POUCA GENTE TEM O HÁBITO DE LER MANUAIS.

Agora, com esta história do 'Chip', o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só ele comprar um novo chip por um preço médio de R$30,00 em uma operadora e o instalar no aparelho roubado. Com isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares.

Segue então uma informação útil:
os comerciantes de celulares não divulgam. Uma espécie de vingança para quando roubarem celulares..
Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digitem  *#06#  (asterisco, jogo da velha, 06, jogo da velha).
Aparecerá no visor um código de algarismos. Este código é único!!! Escrevam-no e conservem-no com cuidado!!!
Se roubarem seu celular, telefonem para sua operadora e informem este código.
O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o 'Chip'. Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.
Se todos tomarem esta precaução, imagine, o roubo de celulares se tornará inútil.
Enviem isto a todos e anotem o seu número de série!!!  

POR FAVOR, DIVULGUEM ESTA MENSAGEM.
' LEMBRE-SE DE QUE A FORÇA É O PRODUTO DA UNIÃO.'

http://olneyfig.blogspot.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

Acervo digital da Revista Veja

Link de acesso à  todas as revistas Veja, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos.  Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas.

É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa.

A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.

O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.

O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.

Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.

Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.

Recomendem e repassem (se for o caso) aos seus filhos, familiares e amigos.

Todas as edições poderão ser consultadas na íntegra em formato digital no endereço:


http://veja.abril.com.br/acervodigital/

Discurso show de Bola do Senador Cristovao Buarque na tribuna do senado sexta passada, vale a pena ler

O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.)  Sr. Presidente e Senador Mão Santa, demorei muito, na minha história de leitor, para gostar de ler peças de teatro. Mas chego ao ponto  talvez seja a idade que facilite  que terminei adquirindo esse gosto. Estou vendo, Senador Paim, como estão parecidas as peças gregas, as peças trágicas de Shakespeare com os jornais brasileiros de hoje. A sensação que tenho, ao ler os jornais, é que estou lendo as tragédias especialmente gregas. Vou explicar por quê.
Quando a gente assiste a uma peça de teatro, dessas mais trágicas, o bom ator passa para nós a idéia de que está cumprindo um papel que preferiria que não acontecesse no final. Ele passa a sensação cada um deles  de que seria melhor que, no final, não houvesse a morte, as diversas formas como a tragédia se manifesta. Mas, apesar de ele passar a idéia de que não deseja aquele final, ele cumpre cada passo definido pelo dramaturgo para que o final seja trágico.
Estamos assim. Estamos hoje funcionando como se não quiséssemos que houvesse um final trágico, mas fazendo tudo aquilo que é preciso para que a tragédia aconteça. Vamos analisar quais são os setores. Comecemos por nós próprios.
Nós sabemos que hoje, diante de nós, por cima de nós, está uma quantidade de holofotes nos observando, uma transparência criada pela força da democracia que faz com que cada pequeno ou grande pecado cometido seja visto com a dimensão da gravidade que a mídia transmite.
Apesar disso, a gente continua fazendo gestos que nos levam a uma imagem negativa lá fora. Nós estamos fazendo isso. Às vezes, coisas simples, às vezes, coisas graves. Por exemplo, a ausência nossa... E eu quero deixar claro que quando eu digo nossa, eu estou me incluindo. Não há aqui ninguém melhor do que o outro. Nós somos aqui um Parlamento. Nossa ausência. A gente está vindo dois, três dias por semana aqui, salvo um ou outro. Mas mesmo com esse um ou outro que vem aqui, a gente não tem chance de votar, de debater, de analisar, de enfrentar. A gente faz um discurso, e cai no vazio, porque ninguém assiste e, os poucos que assistem, não respondem, não discutem, não confrontam, que é a finalidade de um parlamento.
Nós estamos cometendo uma forma de comportamento que leva, necessariamente, à descrença. E a descrença com o Congresso é uma tragédia para a democracia.
O próprio assunto, Senador Mão Santa, sobre o qual alguns já falaram hoje, das passagens para as famílias, eu quero dizer, em primeiro lugar, que nós, Senadores de Brasília, eu e os outros dois, a gente não deve receber passagem nenhuma para familiares. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Agora, os Parlamentares de outros Estados deviam ser obrigados a trazer suas famílias para viver em Brasília. Deviam receber, pelo menos, uma passagem por semestre para todos os seus familiares, da sua cidade para Brasília, como fazem as empresas quando transferem um executivo. E uma das falhas dessa tragédia que se anuncia é a mudança no comportamento nosso, dos Parlamentares, de um tempo passado em que as famílias vinham viver aqui e os Parlamentares ficavam o tempo todo aqui, com essa mania de hoje de vir e, toda semana, ir visitar a família lá fora, em sua casa.
Isso está nos afastando, entre nós Parlamentares, está afastando os Parlamentares não apenas das suas famílias, mas da possibilidade de exercermos o papel de Parlamentares, que é parlamentar, que é se encontrar, que é conviver, que é debater.
Nós parecemos hoje personagens de uma tragédia grega, fazendo aquilo que a gente não quer que leve a um desenlace trágico, mas fazendo mesmo assim, esperando que, no final, o público chore com aquilo que a gente representou. Nós não estamos trazendo aqui os grandes temas nacionais, não estamos debatendo a pauta do povo, salvo uma ou outra vez em que a gente fez, graças inclusive ao Senador Paim, as vigílias.
Mas, cadê as outras? Fizemos a dos aposentados, mas cadê a vigília para discutir a situação das crianças? Cadê a vigília para discutir a situação da infraestrutura? Cadê a vigília para discutir o próprio Congresso, numa noite inteira, todo mundo debatendo? Além disso, vamos lembrar bem, as nossas vigílias tinham cinco, seis pessoas aqui dentro. Nós estamos nos comportando como figurantes de uma tragédia que a gente não quer que aconteça, mas a gente cumpre o papel para isso. Mas não venham dizer que somos apenas nós os congressistas.
Vamos olhar o Poder Executivo. O Poder Executivo está-se comportando como se não desse atenção, como se quisesse evitar uma tragédia, mas faz tudo para que aconteça.
As medidas provisórias que paralisam o Congresso. As medidas provisórias que substituem os projetos dos próprios congressistas.
O excesso de publicidade do Governo para mostrar como se só o Executivo funcionasse neste País e nós fôssemos um apêndice secundário do processo democrático.
O Presidente da República, provavelmente sem querer, está sendo hoje um figurante de uma tragédia que se anuncia, que a gente caminha para acontecer, que é o descrédito nas instituições.
Mas não só o Poder Executivo, o Judiciário também. E eu não falo apenas do confronto entre dois juízes diante das televisões, ou pelo menos diante da TV Justiça. Não, eu falo mais grave que isso. Falo, por exemplo, que nós estamos, hoje, naquele choque entre juízes, analisando se foi ou não falta de decoro. E não analisando se tem ou não verdade por trás do que eles disseram.
Quando a gente fica na aparência, ao invés de ficar na substância, é porque a gente não está querendo enfrentar o problema. E se a gente não quer enfrentar o problema, a gente está-se comportando, cada um de nós, como figurantes de uma grande peça chamada História do Brasil, que pode terminar numa tragédia que a gente não quer que aconteça, mas que a gente faz tudo para que ela aconteça como a gente não quer.
E quando a Justiça se intromete no Poder Legislativo como tem feito sistematicamente? E quando a Justiça manda tirar as algemas dos ricos e fecha os olhas às algemas nos braços dos pobres? Como se algema não pudesse sujar os punhos de seda dos ricos, mas pudesse ser colocada nos punhos dos pobres que vão sem camisa para a frente da televisão.
A Justiça, quando faz isso, está colaborando para uma tragédia, a tragédia na descrença das instituições democráticas. Não estão querendo que aconteça o trágico, mas estão agindo para que ele, no final, aconteça.
Nós vimos três setores que estão fazendo isso.
Mas a mídia também. A mídia. Não por dizer o que diz, mas por limitar-se quase que apenas ao dizer o que diz. A mídia esqueceu os debates que a gente tem que fazer neste País, entre um país velho que tem que morrer e um novo que tem que surgir, o velho da destruição ecológica, o velho da concentração de renda, para surgir o novo, do desenvolvimento equilibrado social e ecologicamente com democracia. A gente não vê esse debate na mídia. Será que ninguém está falando isso? Ou é a mídia que se acostumou a uma única pauta, necessária, mas insuficiente, que é a pauta do escândalo.
Nós temos hoje uma relação que tem tudo a ver com o teatro, é uma relação sadomasoquista entre políticos e jornalistas. Hoje é uma relação sadomasoquista. E nós somos os masoquistas. E eles são os sádicos. Nós somos os masoquistas porque fazemos coisas que levam a mídia, corretamente, a denunciar, e, depois, nós sofremos com a denúncia que eles fazem. Mas o pior é que eles sentem prazer em denunciar as coisas que são denunciadas. Eu não vejo que a mídia diz: ¿Eu tenho que dizer essas coisas feias que estão acontecendo com tristeza e lamentando, porque era melhor que este Congresso fosse feito apenas de santos¿. Eu não vejo. A sensação que tenho é que há uma certa alegria em descobrir mais um crime, mais um pecado, mais um comportamento errado, e isso é característica dos sádicos. Nós somos os masoquistas. Nós estamos dando as armas para eles. A mídia não tem mentido, o que a mídia tem feito é esquecido o resto da verdade que acontece nesta Casa que defende a democracia. Vê-se que cada um de nós está fazendo a sua parte, Senador Mão Santa, para um desenlace negativo, trágico, mas a gente está fazendo cada um a sua parte, como os personagens das tragédias gregas ou das tragédias de Shakespeare: o autor age como se ele não quisesse que o final fosse aquela situação. Quer dizer, ele não deixa, não interrompe no meio, não muda o rumo traçado pelo dramaturgo. Nós estamos como se fôssemos os atores de uma grande peça inventada por alguém neste País ou neste mundo que é o destino do Brasil.
Vou mostrar que há mais indicações disso, são as indicações mais antigas.
Anteontem não ouvi ninguém comentar, mas nós comemoramos 509 anos da chegada dos europeus aqui, em terras brasileiras. E esses 509 anos parecem ser uma imensa peça trágica teatral, que se limitou no começo ¿ e não mudou muito ¿ a matar e a escravizar os índios e a saquear a terra, porque foi isso o que aconteceu no início da colonização: matamos. E veja que eu continuo colocando no plural: incluindo-me como parte desses portugueses, descendentes todos nós que somos deles, direta ou indiretamente. Nós nos dedicamos a arrancar pau-brasil e a matar índios; às vezes, matando-os fisicamente e, às vezes, matando-os pela conversão a uma religião que entrava forçosamente na alma deles, porque a religião deles era outra. Também é uma forma de canibalismo fazer certas conversões. Canibalismo não é só comer carne, como os índios comeram a de um bispo; canibalismo também tem na alma, quando um bispo converte, de uma maneira forçada, um grupo de outra religião.
E de lá para cá? De lá para cá, nós concentramos nossa história, durante 480 anos quase, a explorar, a matar, a saquear ¿ e não só os índios ¿ os negros africanos. Estava na cara, como se diz, que não iria dar certo uma economia com base na escravidão. Não dá certo eticamente, não dá certo moralmente, não dá certo nem economicamente manter todos aqueles milhões de escravos fora da economia, apenas como se fossem máquinas, sem consumir. O mercado é inaproveitado.
Um mercado inaproveitado. Não podia dar certo e não deu certo. Além disso, fizemos o mesmo, só que substituindo o pau-brasil, que a gente mandava para fora, pela cana, pelo algodão, pelo ouro, pelo café, mas uma economia baseada na exportação de bens primários, quando os outros países começavam a industrialização. Tinha que dar errado. Mas nós do passado brasileiros, nós dirigentes no passado brasileiros agimos como se fôssemos parte de uma tragédia predefinida, escrita por um dramaturgo como se nós não tivéssemos o poder de mudar o destino dos personagens. Porque é isso que caracteriza os atores. Eles não têm o poder de mudar o destino dos personagens, eles sofrem com aquele destino que vai acontecer, mas eles dizem todas palavras, eles colocam toda a poesia que um dramaturgo escreveu.
Essa é a sensação que tenho hoje como político. Que eu estou dizendo as palavras que foram traçadas para serem ditas, fazendo aquilo que fomos traçados para fazer, como se não tivéssemos o poder de mudar a história porque a história é uma peça de teatro. Essa é a sensação que tenho. E chegamos hoje aonde nessa peça? Chegamos hoje a um País que tem 14 milhões de analfabetos adultos. Chegamos a uma tragédia. Quem não percebe? Chegamos a um País que está em guerra civil e a gente parece que não percebe. Chegamos a um País onde apenas um terço das crianças terminam o segundo grau e sem qualidade suficiente para enfrentar o mundo de hoje, como o próprio Senador Paim falou mais cedo ao insistir na criação de um fundo para a escola do ensino técnico.
Chegamos a um País em que, 500 anos depois, comemoramos anteontem, continua-se exportando basicamente ferro e soja, agricultura e pedras, como fizemos no passado. E aí alguns dizem: mas já exportamos automóveis e aviões. Automóveis e aviões que são importados, especialmente os automóveis, sem nenhuma contribuição, quase, científica e tecnológica brasileira. E aviões que têm, sim, uma pequena contribuição. Tem, não há dúvida, graças a uma escola chamada Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Mas, mesmo assim, nos nossos aviões, dentro deles, há um alto conteúdo de saber, inteligência e conhecimento importados, não inventados aqui dentro.
Continuamos um País cuja tragédia está em não sermos um criador de conhecimento, não sermos um criador de inteligência. Não temos um único Prêmio Nobel neste País e não há nenhum de nós que esteja por aí, no mundo científico, cultural, que dê a impressão que vá ganhar o Nobel nos próximos 20 ou 30 anos. Pode até ser, de repente, mas, aparentemente, o Brasil não vai ganhar nenhum Prêmio Nobel nos próximos 20 ou 30 anos, porque, em geral, sabemos, décadas antes, quais são aqueles que poderão ganhar um Nobel como grande reconhecimento mundial do seu saber. Não temos hoje. Temos cientistas, temos filósofos, temos escritores, mas, aparentemente, nenhum que nas próximas décadas possa-se dizer: este é o nome que vai receber o coroamento do conhecimento mundial. Podemos até ter, de repente, algum Prêmio Nobel da Paz, porque a paz, em geral, tem por causa a tragédia. Os Prêmios Nobel da Paz acontecem por causa das guerras, por causa da miséria, por causa da destruição ecológica. Não por causa do saber, não por causa da inteligência, não por causa da ciência e da tecnologia.
Estamos vivendo uma grande tragédia nesse imenso palco de 8,5 milhões de Km², com quase 200 milhões de atores, porque eu falei primeiro daqueles que são os responsáveis: nós, Parlamentares, Poder Executivo e Poder Judiciário. Vamos analisar também. Todo o Poder Judiciário, todo o Poder Legislativo e todo o Poder Executivo saem do povo, especialmente o Executivo e o Legislativo, que são eleitos pelo povo. Então, o povo faz parte também dessa imensa tragédia. E esse povo já demonstrou, mais até do que nós, que, quando é preciso, ele consegue mudar o rumo da história. Eles fizeram isso em 1945, quando foram para a rua a fim de trazer de volta a democracia. Eles fizeram isso quando foram para a rua para criar a Petrobras. Eles foram para a rua pelas eleições diretas. Não foram para a rua, mas desligaram o interruptor naquela grande tragédia do apagão elétrico que nós vivemos. O povo colaborou. O povo até que, de vez em quando, dá uma virada na História deste País, muda a tragédia que foi definida por cima, como se fôssemos impotentes, como se a História não fosse a História, como se a História fosse uma peça de teatro escrita previamente e dando a cada um de nós a responsabilidade de cumprir o nosso papel, sem poder, sem imaginação, apenas com a capacidade de representar aquilo que outros querem dizer pelas nossas bocas.
Fizemos 509 anos dois dias atrás. E fizemos em um processo que não tem essas diferenças todas, quando vemos a desigualdade, quando vemos as características da nossa sociedade. Claro que não é mais todo negro escravo, mas a maioria deles fora de uma escola de qualidade e poucos na universidade. Não houve grandes saltos. Claro que a escola hoje não é mais apenas para os filhos dos ricos; existem escolas para os filhos dos pobres, mas que não podem ser chamadas, com clareza, de escola, porque muitas delas não passam de restaurantes mirins para distribuir a merenda escolar e não para que se estude nelas.
É tão claro que não mudamos; que o projeto que está circulando neste Congresso para que os filhos dos Parlamentares, Deputados, Vereadores, Senadores e Prefeitos devam estudar em escola pública é visto como se fosse uma demagogia, como se fosse uma impossibilidade.
Da mesma maneira que neste País da tragédia, no sentido, não da maldade, da ruindade, mas no sentido da impotência em mudar o seu rumo, neste mesmo País, não faz muito, falar em abolir a escravidão era considerado demagogia, porque mesmo aqueles, Senador Paim, que defendiam os escravos, eles não defendiam a abolição. Mesmo aqueles que defendiam os escravos, eles defendiam menos chicotadas, eles defendiam que os escravos não pudessem ser assassinados, inclusive, chegaram a defender que a família não poderia ser vendida separadamente, tinha que ser vendida em bloco. Chegaram a defender que, passados 60 anos, eles ficariam livres, porque já não podiam trabalhar. Chegaram a defender que o filho da escrava não seria escravo, mas não defendiam a Abolição da Escravatura, porque isso era considerado impossível, porque isso era considerado uma impossibilidade, porque isso era considerado ferir o direito do dono do escravo, que tinha gasto um dinheirão para comprar os seus escravos e, de repente, ao abolir a escravidão, isso faria com que perdesse todo o seu capital. Era considerado demagogia, era considerado impossibilidade, era considerado falta de liberdade dar liberdade aos escravos. Dar liberdade aos escravos era considerado tirar liberdade dos donos dos escravos. Essa era uma tragédia, mas todos colaboravam para isso, até que de vez em quando surgia uma voz que mudava, como surgiu Joaquim Nabuco, que passou a defender a abolição e foi visto como um demagogo durante anos e anos, até que terminou acontecendo.
Quase que por inanição a escravidão se acabou, porque já não se justificava ter que comprar escravos, já que havia muita gente querendo se vender por um salário de nada. Para que gastar dinheiro trazendo escravos de longe se eles moravam por perto? Como hoje, para que buscar um trabalhador na África, escravo, se nas favelas eles estão dispostos a trabalhar por qualquer valor? Nós passamos a ideia, o nosso Brasil, de que não somos um País com uma história sobre a qual temos o poder, sobre a qual podemos mudar de rumo. Nós passamos a ideia de que somos 200 milhões de atores de uma tragédia previamente escrita e que nosso papel é cumprir o que essa tragédia já tem predeterminada por um dramaturgo qualquer que não sabemos quem é.
Está na hora de pensarmos em mudar isso. Está na hora de assumirmos que somos cidadãos, não atores. Nós somos cidadãos de uma história, nem atores de uma peça teatral, e que nós queremos que essa história traga um País melhor e não um final trágico, como aqueles que estão escritos previamente nas peças de teatro.
Para isso, vamos precisar mudar algumas coisas. Mas, antes de tentar sugerir essas mudanças, Senador Paim, passo a palavra ao Senador Mão Santa, que pediu um aparte.
O Sr. Mão Santa (PMDB ¿ PI) ¿ Senador Cristovam, V. Exª faz um feliz discurso, sempre com muita cultura. Às vezes, é como diz o Antoine Exupéry: a linguagem é fonte de desentendimento. Mas V. Exª, hoje ¿ a felicidade foi tão grande ¿, vai buscar a tragédia grega e citou Shakespeare, quando ele disse no Rei Lear: ¿Há algo de podre no Reino da Dinamarca¿. E me impressionou mais quando ele foi adiante e disse: ¿É melhor ser um mendigo em Nápoles do que Rei da Dinamarca¿. Paim, eu fiquei tão perplexo que, na Itália, eu fui conhecer essa Nápoles. E, realmente, a natureza foi Deus que fez, mas a cultura é o homem. E o que é que tem em Nápoles? Nápoles é aquela elite do Renascimento: Maquiavel, Dante Alighieri, Leonardo da Vinci. Todos moraram e nasceram ali; conviveram, viram a cultura, e mudaram o mundo. De lá veio o Renascimento. Mas V. Exª adverte com tanta firmeza o que nós vivemos ¿ essa tragédia ¿ e culturalmente, porque a natureza é Deus, a cultura somos nós. V. Exª fala em Prêmio Nobel da Paz. Quer dizer, a gente fica perplexo, porque não tem Nobel de nada no Brasil. Bem aí no Chile têm dois escritores: Uma mulher, Gabriela Mistral, cujos escritos são mais de cunho religioso, e o Pablo Neruda, que foi Senador da República. Então, nós temos muito a dever. Mas é aqui, aqui, aqui. Essas instituições que têm que vir. O Pedro II dava o ensinamento. Ele deixava a coroa e o cetro e ia assistir às sessões do Senado. Então, o mundo é outro. Vamos ver se os nossos, os outros Poderes, o Executivo de Sua Excelência o nosso Presidente Luiz Inácio, tomam conhecimento do seu discurso. E o outro Poder, o Judiciário, também. É com a grandeza da democracia que nós estamos a sonhar. Martin Luther King tinha um sonho... Que sejam equipotentes, um controlando o outro, um iluminando o outro. E, neste momento, você ilumina o Poder Executivo e o Poder Judiciário.
O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT ¿ DF) ¿ Muito obrigado, Senador Mão Santa.
E não deixei de falar que a mídia precisa descobrir o outro lado dessa tragédia, que é o lado do poder da gente de mudar as coisas, que é o lado do que está sendo feito de bom no dia a dia.
Nós vivemos um momento em que, aparentemente, ninguém quer se sentir capaz de reorientar os destinos da Nação.
E eu quero até concluir, Senador Paim, lembrando que me preocupa até mesmo o debate que virá no próximo ano para escolher o próximo Presidente ou Presidenta da República. A sensação que eu tenho é de que vai ser o mais chato de todos os debates da História do Brasil. Vai ser o mais monótono de todos os debates da História do Brasil, porque vão se comportar não como se fossem líderes para reorientar a História do Brasil. Eles vão se concentrar como se fossem os diretores da peça da tragédia, como se já tivesse tudo prescrito, apenas eles vão fazer mais projetos de infraestrutura, apenas eles viriam ou irão fazer um pouco mais ou menos, mas para cumprir o mesmo destino, destino que está prescrito numa frase que se diz no Brasil, como se fosse um orgulho: o País do futuro.

Que País do futuro? A gente quer um País que construa um futuro, um País cujo presente está a construção do futuro; e não um País cujo futuro virá automaticamente, como nas peças gregas, como nas peças teatrais das tragédias a que nós assistimos.

O Hamlet, que o Senador citou, não queria aparentemente, mas ele foi programado pelo dramaturgo para vingar a morte do pai, e ele fez tudo o que foi preciso para cumprir isso.
Em cada peça de teatro que a gente vê, os personagens fazem tudo que o dramaturgo escreveu. Agora, num país, a gente não pode fazer aquilo que foi escrito, porque não foi escrito. Está para ser escrito. Por isso, não é peça de teatro, é História do Brasil.
Nós precisamos dar um grito de independência e deixarmos de ser personagens de uma tragédia e virarmos personagens de uma história, história com ¿h¿, história feita, história construída.
Mas, para isso, é preciso despertar. É preciso despertar cada um da gente do poder que a gente não sabe que tem, do poder que a gente acha que não tem, e termina se divertindo. Os Parlamentares nos divertimos fazendo essa encenação teatral; o Poder Executivo se diverte mostrando uma publicidade de uma encenação de realizações; o Poder Judiciário faz uma encenação de que há justiça. E a mídia divulga pura encenação, não penetra, não analisa, e a gente fica, cada um de nós, convivendo, sofrendo, nessa relação que eu disse sadomasoquista, mas sem querer dar o grito de que nós somos os condutores da história do País. Nós não somos personagens impotentes. Nós não estamos aqui apenas para dizer o que o dramaturgo escreveu. Nós estamos aqui para dizer aquilo que o País precisa fazer, é nós sabemos o que é. Nós sabemos que é preciso pormos juntos Executivo, Judiciário e a mídia. Bastaria dizer que a gente estaria cumprindo o nosso papel, para, mais uma vez, fazer aquilo que, em poucos momentos, nós fizemos, como em 1822, quando da luta de um país colônia, que queria ser independente, e saiu independente. Em 1889, quando um país monárquico e um republicano, e saiu o republicano. Como em 1930, um país agrícola exportador, e surgiu um país industrial. Outra vez nós precisamos fazer uma inflexão na história, dobrar a história, conduzir a história e transformar este País, de uma sociedade brutalmente desigual, como foi durante a escravidão, brutalmente depredador da natureza, como fomos toda a nossa história, preferindo o trabalho manual ao trabalho da inteligência, preferindo produzir bens materiais a produzir bens vindos da ciência e da tecnologia...

Nós precisamos pegar esse país velho da indústria puramente mecânica, depredadora e concentradora e daí fazer surgir um novo país, um novo país da indústria do conhecimento, respeitando o meio ambiente, distribuindo os produtos que nós temos aqui, tudo isso democraticamente e com a participação de todos, da mídia denunciando tudo de errado que existir e propondo um debate sobre tudo de novo que ainda não existe, do povo votando corretamente e indo para a rua quando for preciso para exigir os seus direitos e a construção de um país melhor.

E nós Parlamentares, não dando margem a tantas notícias ruins, pois nos transformamos em verdadeira fábrica de notícias negativas sobre o Congresso. E, ao mesmo tempo, mais do que isto: nos transformando em condutores deste País, não atores de uma peça predeterminada, mas autores de uma história ainda a ser construída.

Eu vim aqui querendo comemorar os 509 anos em que aqui chegaram os portugueses e eu gostaria de poder dizer que, junto com os índios, e, depois, junto com os africanos, construíram este País. Mas não foi assim. Chegaram aqui os portugueses e, contra os índios e contra os africanos e destruindo a natureza, fizeram este País que a gente tem hoje, que parece o resultado de uma grande tragédia.
Está em tempo, porque o País é eterno, sempre haverá tempo, mas o triste é que a gente deixe passar pelas mãos da gente a chance de ainda em nossa vida nos transformarmos, de atores, em autores, transformarmos uma peça teatral em uma história nacional.
Ainda é tempo de este Congresso assumir esse papel.
Ainda é tempo de nós, que somos a Casa do povo, exigirmos isso do Executivo e do Judiciário. E ainda é tempo de que o nosso comportamento termine por inspirar a mídia, para que ela continue sendo a denunciadora, mas também a incendiadora, a incendiadora de um novo país, a incendiadora das ideias que iluminarão o novo país.
Hoje, ela não está sendo isso. Hoje, ela está sendo, corretamente ¿ e não temos de reclamar de nada do que ela escreve ¿, apenas a denunciadora, que é um papel importante da mídia. Ela tem de ser a incendiadora no sentido de iluminar, por meio dos debates que ela transmite, das ideias que ela não está descobrindo e que existem; ela tem que iluminar um Brasil diferente, um Brasil em que os atores se transformem em autores, em que as tragédias se transformem na glória, um país onde a peça se transforme em história.
É isso, Sr. Presidente Paim, que eu gostaria de dizer nesta manhã de sexta-feira, sem muitas ilusões de que vou deixar de ser um ator para ser um autor. Não tenho essas ilusões mais, talvez pela idade, mas tenho a grande esperança de, quem sabe, alguém com menos de 15 anos que tenha hoje escutado o que eu falei possa despertar e dizer ¿eu não quero ser apenas ator da grande peça Brasil; eu quero ser o autor da grande história que o Brasil poderá vir a ter, mas não terá automaticamente como muitos pensam¿.

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